fístula anal

Fístula anal: o que é e como tratar?

A fístula anal, também chamada de fístula anorretal, acontece quando há o surgimento de um canal atípico entre o ânus ou o reto e a pele da região perianal. Os sintomas da enfermidade incluem vermelhidão e inchaço na região do ânus, dores constantes (especialmente durante a evacuação ou quando o indivíduo precisa se sentar), dificuldade para evacuar, náuseas, perda de peso, dores e edema no abdômen, secreção de pus e perda de apetite. Este é um problema comum em pessoas que possuem abscessos anorretais, doença de Crohn (ou outras doenças inflamatórias do intestino) e até mesmo tuberculose.

Abscesso anorretal: o que é?

De forma bastante sintetizada, trata-se de uma bolsa infeccionada, que secreta pus, presente ao redor do ânus e reto. Os abscessos tendem a ser bastante dolorosos e inchados. Não é incomum que indivíduos que apresentem o problema tenham dificuldade para evacuar, sintam dor ao sentar ou praticar atividades mais desgastantes e observem sangramentos após a evacuação. Se não forem tratados, evoluem para problemas mais sérios e podem prejudicar de forma bastante significativa a qualidade de vida, a autoestima e a saúde dos indivíduos afetados.

Tuberculose perianal

Mais comum em homens, ocorre secundariamente à doença pulmonar (também causada pela tuberculose). A fístula anal é o sintoma mais comum do problema, que também promove emagrecimento significativo, febre, tosse seca, fadiga e sudorese noturna.

Doença de Crohn

De acordo com dados divulgados pelo Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil, fístulas anais ocorrem em cerca de 30% dos indivíduos diagnosticados com a Doença de Crohn. Quando a fístula anal possui um tamanho considerado pequeno, pode ser controlada com remédios de uso tópico e antibióticos. Quando o problema torna-se um pouco mais severo, pode ser necessário submeter o paciente à cirurgia.

Cirurgia de fístula anal: o que acontece?

A cirurgia, chamada de fistulectomia anal, consiste na remoção do tecido lesionado e inserir um fio especial, chamado de sedenho, no interior da fístula. O procedimento é feito com anestesia geral ou peridural, uma vez que é invasivo. É natural que, antes da cirurgia, o especialista avalie se há a presença de mais de uma fístula. Se este for o caso, é possível que outras intervenções sejam necessárias. Após a fistulectomia anal, o paciente fica em observação por pelo menos 24h em ambiente hospitalar, para que a equipe médica possa avaliar se não há risco de complicações, sangramentos e similares. Antes de retornar ao trabalho e à vida cotidiana, o paciente deve ficar em repouso, fazendo utilização de antibióticos e anti-inflamatórios.  A higiene da região, importante para a boa cicatrização e ausência de infecções múltiplas, deve ser feita com sabonete neutro. Após higienizar a área operada, é preciso refazer os curativos. Não é incomum, após a cirurgia, que o paciente apresente leves sangramentos na região do ânus e do reto. Isto não deve levantar suspeitas de problemas.  Se ocorrerem dores fortes, sangramento intenso ou similares, dificuldade para evacuar ou edemas significativos no ânus, no entanto, é primordial que o indivíduo busque orientação médica e atendimento emergencial. Quer saber mais? Clique no banner. 
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